quinta-feira, 19 de maio de 2016

Cher completa hoje 70 anos: Conheça alguns de seus trabalhos como atriz


Hoje, há exatamente 70 anos, nascia Cherilyn Sarkisian. Ou, simplesmente, Cher.


Cantora, atriz, diretora, produtora, roteirista. Mas, antes de mais nada, uma das maiores divas do universo pop hollywoodiano surgidas na segunda metade do século XX – e que segue na ativa até hoje! Cher estreou no cinema há quase 50 anos, na comédia Good Times (1967), já sendo dirigida por um mestre: William Friedkin. Desde então, no entanto, participou de um total de apenas 17 longas-metragens – sendo que em três ela interpretou a si própria e num participa apenas como dubladora! Ou seja, temos somente uma dezena de trabalhos reais de ficção, um número muito reduzido, mas suficiente para lhe garantir um Oscar, dois Globos de Ouro, prêmios na França e na Itália e uma merecida estrela na Calçada da Fama em Los Angeles, num montante de 26 premiações e outras 32 indicações! E ainda que hoje ela pareça resignada mais com seu status de celebridade – como visto no seu último trabalho de destaque nas telas, o musical autorreferente Burlesque (2010) – é inegável seu talento. E no dia do seu aniversário, nós apontamos seus cinco filme imprescindíveis, além de um que merece uma segunda chance. Confira!

Silkwood: O Retrato de uma Coragem (Silkwood, 1983)
Vencedora do Globo de Ouro e indicada ao Oscar como coadjuvante, Cher é um dos maiores atrativos deste filme dirigido por Mike Nichols. Baseado em fatos reais, a trama apresenta a história de uma mulher comum, dedicada em sua profissão como metalúrgica numa usina de plutônio, que promove a ira de seus superiores quando expõe as constantes violações de segurança da fábrica. Ao lado de Meryl Streep, Cher apresenta uma personificação despida de qualquer glamour e distante da caricatura de uma lésbica dividida entre sua complexa vida amorosa e as agruras enfrentadas diariamente em seu trabalho; afinal, trata-se de uma mulher homossexual num meio essencialmente masculino, que se rebela com outros funcionários contra uma poderosa corporação. Roteirizado por Nora Ephron e Alice Arlen, cada momento do enredo é pautado numa tensão crescente. Assim como Streep e Kurt Russell, Cher entrega uma interpretação marcante, das mais singulares entre sua interessante carreira cinematográfica. Especialistas em retratarem personalidades fortes e preencherem suas personificações com múltiplas nuances, Cher e Meryl fizeram escola e influenciaram outras atrizes com suas interpretações, como Julia Roberts em Erin Brockovich: Uma Mulher de Talento (2000) e Charlize Theron em Terra Fria (2005).

Marcas do Destino (Mask, 1985)
Após passar os anos 1970 investindo em sua carreira como cantora – e na sua parceria com o então companheiro Sonny Bono – Cher começou a década seguinte decidida a mostrar ao mundo seu talento também como atriz. E depois de trabalhar com diretores conceituados como Robert Altman e Mike Nichols, ela se aproximou de outro nome respeitado – o cineasta Peter Bogdanovich – para levar às telas a história real de Rocky Dennis, um garoto que sofria de uma doença congênita que deixava seu crânio completamente deformado. Cher aparece como Florence ‘Rusty’ Dennis, a mãe do rapaz que nunca aceitou esse revés do destino como sinal de derrota e lutou até o último minuto para que o filho tivesse a vida mais normal possível. Ainda que tenha brigado constantemente no set com o realizador – que a considerava ‘difícil e inexperiente’ – o resultado foi um dos maiores sucessos da carreira de ambos, tendo sido premiado com o Oscar de Melhor Maquiagem, além de ter gerado para a protagonista uma indicação ao Globo de Ouro como Melhor Atriz em Drama e uma cobiçada láurea de Melhor Atriz no prestigioso Festival de Cannes. Esforços mais do que recompensados, sem sombra de dúvidas!

Feitiço da Lua (Moonstruck, 1987)
Apesar do sucesso que sempre fez, Cher só veio a se firmar como atriz no cinema na década de 1980, quando participou de filmes de destaque como Silkwood, Marcas do Destino e As Bruxas de Eastwick. E se esses já são títulos admiráveis em sua filmografia, este aqui provavelmente é seu grande auge. Como protagonista, dá vida à carismática Loretta Castorini, uma viúva que aceita dar uma nova chance ao matrimônio, concordando em se casar com seu atual namorado, Johnny Cammareri (Danny Aiello). Mas ela não esperava que o irmão mais novo dele, Ronny (Nicolas Cage), entraria em sua vida e mexeria com seu coração. É uma comédia romântica, mas daquelas que não buscam ficar presas à fórmulas e convenções, tendo boas sacadas ao longo da história e divertindo com seus personagens. Encarnando Loretta com segurança, Cher mostra carisma e energia admiráveis, contribuindo para a personalidade forte da personagem, e sua dinâmica com Cage surge como um dos pontos mais divertidos do filme. Com o talento mostrado aqui, Cher acabou levando para casa o Oscar de Melhor Atriz, o único em sua prateleira.

As Bruxas de Eastwick (The Witches of Eastwick, 1987)
O demônio tem várias faces. E Jack Nicholson faz uma divertida versão desta força do mal nesta produção dirigida por George Miller e estrelada por três das mais belas atrizes em atividade em Hollywood no final da década de 1980: Cher, Michelle Pfeiffer e Susan Sarandon. Amigas inseparáveis, as três não imaginavam que, na verdade, eram poderosas bruxas. Ao conjurar um homem perfeito durante um período de solteirice, as feiticeiras chamam a atenção do misterioso Daryl (Nicholson), que abalará as estruturas de Eastwick e, claro, daquelas mulheres. O filme ganha muitos pontos pela boa química entre o trio principal e pelo charme diabólico de Nicholson. Cher é destaque, vivendo a escultora Alexandra – e uma das cenas mais memoráveis é sua reação frenética ao perceber que sua cama está cheia de serpentes, um presente de grego de Daryl, trabalhando o medo de cada uma das suas namoradas. Curiosamente, Cher foi convidada para interpretar o papel que acabou nas mãos de Susan Sarandon, mas preferiu viver Alex (personagem que, por pouco, não foi vivida por Anjelica Huston). Sucesso na época, baseado no livro de John Updike, o filme foi indicado a dois Oscars, mas não levou nenhum.

Minha Mãe é uma Sereia (Mermaids, 1990)
Clássico da Sessão da Tarde, este filme tem como maior mérito contar com o encanto inegável de Cher em cena. Interpretando a excêntrica Sra. Flax, uma mãe solteira de duas garotas, ela, após mais um relacionamento falho, decide se mudar com a família para recomeçar. Sua filha mais velha, Charlotte (Winona Ryder) está decidida a virar uma freira, apesar de ser judia. A mais nova, Kate (Christina Ricci), está decidida a ser a maior e melhor nadadora do mundo. As três, apesar de suas peculiaridades e identidades fortes, mais do que nunca precisarão aprender sobre o seu próprio convívio. Decidida a se focar na criação de suas filhas, o que Sra. Flax não esperava se apaixonar por um empregado da igreja local, o quieto Lou (Bob Hoskins). Baseado no livro de Patty Dan, a história é ambientada em 1963, época do assassinato de J. F. Kennedy, e ainda traz uma deliciosa canção de Cher, uma regravação de “The Shoop Shoop Song (It’s in His Kiss)”, lançada no mesmo ano em que a história foi ambientada.



Chá com Mussolini (Tea with Mussolini, 1999)
A Segunda Guerra Mundial já foi adaptada de várias formas para o cinema. Este exemplar do italiano Franco Zeffirelli pode ser um dos mais leves, mas nem por isso menos artístico ou relevante. Pelo contrário, é uma visão interessante e pouco conhecida ao colocar o foco em um grupo de senhoras inglesas (em sua maioria) que vivem em Florença na época que Benito Mussolini estava no poder e, consequentemente, seu fascismo no auge. Neste meio tempo, elas pedem o chá do título com o ditador, solicitando uma trégua entre os ingleses e os italianos, lados opostos no conflito. O pedido não é cumprido, e elas acabam sendo obrigadas a se refugiar em um local onde a vida de luxo não lhes pertence mais. Entre várias damas do cinema, Cher vive a norte-americana classuda e enérgica que pouco lembra a cantora performática e exótica recheada de adornos ao qual o público está tão acostumado. Peça importante do filme, sua personagem é de uma humanidade ímpar, o que reflete não apenas o talento, mas a própria personalidade da artista por baixo de toda sua mitologia. Um trabalho poderoso que merece mais atenção do que a que teve na época de seu lançamento.

Fonte: Papo de Cinema

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Quarta Parede: Mude



Estude mais e fale menos. Mude o comportamento! Observe e escute os experientes. Porém, se achar conveniente deve contestar sim, mas cuidado: a falta de fundamento em seus questionamentos o transforma num confuso e atormentado artista... mude o caminho, se não está feliz em um trabalho artístico, mude, mas cuidado ao abandonar tudo. Será que vale a pena seguir outras vias? Quem sabe se tentar ser mais tolerante? Mude, pois na arte não há espaço para o egoísmo.
Não pense somente na fama quando sonhar em ser ator, isso nos traz muita frustração, pois este é um mundo bonito, bem produzido, mas de acesso restrito. Por que não fazer a mesma arte da TV, nos palcos? Neles podemos tudo, podemos ir além! Quer viver à mercê de patrocinadores, de empresas que decidem sua vida, com quem você conversa e com quem se relaciona? Quer viver num universo de aparências, somente para ser capa de revistas famosas? Acha mesmo que todos estes famosos são felizes o tempo todo? Mude sua concepção sobre isso!
De qualquer forma não seja preconceituoso com a televisão. Se um dia rolar um trabalho na telinha, vá sim! Seja também um ator de TV. As novelas brasileiras são magníficas em sua maioria, figuram entre as melhores do mundo, senão, as melhores. A teledramaturgia no Brasil tem essência própria, por isso é enriquecedor ao currículo de qualquer artista. Mas vá por amor ao ato de atuar e não por ganância e ilusão.
Mude e tenha fé que um dia... sobreviveremos da profissão de ator! Procure opções que possam deixa-lo sempre em contato com as artes cênicas. Seja professor, escritor, jornalista, design... cuide de um museu ou biblioteca! Vai querer conciliar o teatro com engenharia, por exemplo? Se gostar desta opção vá em frente, mas se isso o estressar a ponto de atrapalhar sua rotina artística, nem pense duas vezes! A não ser que prefira ser engenheiro a ator...
Mude a forma de interpretar, não se prenda aos mesmos personagens, evolua, transcenda! Permita que ele tome conta de você, mas nunca a ponto de domina-lo por completo. Um bom ator não deve perder o controle. Mude de diretor, não trabalhe somente com o mesmo profissional, porém evite trabalhar em várias companhias teatrais, principalmente ao mesmo tempo. Nós, atores, precisamos de um lugar para expressar nossa arte livremente. E cada ator tem a sua família. Procure a sua e seja feliz!
Artistas: mudem o tempo todo, sempre. Agradeçam por fazerem parte de uma profissão que sobrevive a mutações constantes. Afinal... só o que está morto não muda!
Por Luana Manso 
Revisado por Zilma Barros 
Texto inspirado no poema “Mude” de Edson Marques

Luana Manso – São Paulo

Jornalista, atriz, dramaturga, escritora e diretora teatral. No teatro desde 2007, proprietária da Habitart Produções Artísticas e faz parte da Companhia Curanista, ambas sediadas no Teatro Escola Habitart, na Zona Norte de São Paulo. Contribui com a página desde Julho de 2015 com a Coluna: “Quarta Parede” de Quarta-feira. Site / Facebook



sexta-feira, 13 de maio de 2016

Superstições na Arte!



Hoje é sexta-feira 13, data considerada popularmente como um dia de azar.
O número 13 é considerado de má sorte. Na numerologia o número 12 é considerado de algo completo, como por exemplo: 12 meses no ano, 12 tribos de Israel, 12 apóstolos de Jesus ou 12 constelações do Zodíaco. Já o 13 é considerado um número irregular, sinal de infortúnio. A sexta-feira foi o dia em que Jesus foi crucificado e também é considerado um dia de azar. Somando o dia da semana de azar (sexta) com o número de azar (13) tem-se o mais azarado dos dias.
Triscaidecafobia é um medo irracional e incomum do número 13. O medo específico da sexta-feira 13 (fobia) é chamado de parascavedecatriafobia ou frigatriscaidecafobia.

Alguns Mitos e Superstições no Teatro
Os mitos e superstições humanas tem origem na infantilização da mente adulta.
Os atores, como todos os seres humanos, não estão livres destas crendices, que examinadas à luz da racionalidade  não se sustentam
Do ponto de vista religioso a própria Fé Racional não lhes dá espaço, mas tais crendices  continuam a existir como  mágica, fantasia,  no mundo onírico, gerando infundada sensação de  onipotência...

Hoje trouxemos até vocês algumas curiosas superstições:
  • "No Teatro o ator jamais diga a palavra "azar", em cena ou dentro de um teatro."
  • "No teatro o ator  jamais diga a palavra desgraça."
  • "Quando subir da plateia ao palco pela primeira vez num teatro,  faça-o com o pé direito, pra dar sorte."
  • "Não se assovia no teatro, dá azar. Esta superstição vem da época em que os diretores da peça usavam assobios codificados para se comunicarem  sobre as mudanças de cenários. Caso outras pessoas assobiassem, poderiam confundir e atrapalhar o bom desenvolvimento da técnica do espetáculo."
  • "Não se deseja sorte ao colega que vai estrear. A palavra usada, "merde", tem origem francesa , e mais recentemente, com a influência norte americana diz-se "Que você quebre uma perna" (break a leg).
  • "A magistral Bibi Ferreira certa vez disse: Procure sempre encaixar em alto e bom som a palavra SIM em qualquer parte do espetáculo. Isto traz sucesso ao espetáculo."
  • "A grande dama Fernanda Montenegro carrega em cena consigo - dito em entrevista - um prego!"
  • "Jogar açúcar na entrada do teatro na abertura da semana para atrair dinheiro de bilheteria." 
  • "Não se deve contar os ingressos vendidos antes de começar o espetáculo" 
  • "Lázaro Ramos afirma que não conta quantos filmes já gravou. Acredita-se que se ele fizer as contas de alguma coisa, ela não rende. Então, para fazer a bilheteria de seus filmes render, ele prefere não saber quantos fez."
  • "Dan Stulbach coleciona superstições com relação ao teatro. Antes e depois de todas suas peças, o ator precisa fazer tudo igual, para se sentir bem. Em determinada época, a superstição da vez era sair pelo cenário pegando os pregos amassados, e colocando no bolso!"
  • Cissa Guimarães  revelou que tem um superstição. “Antes de entrar no palco, eu pulo com o pé direito três vezes, agradeço, peço permissão aos amigos”, contou a atriz.
  • "A palavra ‘corda’ não deve ser falada dentro de um teatro, nem mesmo nos camarins ou bastidores. A pessoa que por acaso pronunciar esta palavra, deve pagar uma multa que consiste em uma rodada de vinho branco. A origem desta superstição viria dos primeiros maquinistas que eram marinheiros. Em um barco, diversas cordas são usadas para se fazer manobras e cada uma destas tem uma denominação diferente (filin, ganse, etc). A palavra ‘corda’ designa aquela que é usada para tocar o sino com o qual os mortos são saudados."
  • "No final de uma apresentação, é usual oferecer flores às atrizes, mas é conveniente evitar os cravos. Anteriormente, na Comédie-Française, no final da temporada, o diretor com efeito informava às atrizes da renovação de seu contrato fazendo-lhes entregar, na última apresentação, um buquê de rosas. Um ramalhete de cravos significava que o desempenho delas não havia sido satisfatório." 
  • "Outro costume proscreve a cor amarela nas vestimentas. Diz-se que é porque Molière morreu em cena quando vestia roupas dessa cor. Mas não é nada disso: no passado, os tecidos eram tingidos com ingredientes com frequência tóxicos. O amarelo, preparado com óxido de cobre, costumava intoxicar os atores." 
  • "A tradição reza que o teatro deve ser fechado pelo menos uma noite por semana a fim de permitir aos fantasmas representarem suas próprias peças. Geralmente isto é feito às segundas feiras, o que também permite aos atores descasarem do trabalho do fim de semana." 
  • "Da mesma forma, deve-se sempre deixar uma luz acesa no teatro. Muitos acreditam que esta luz teria o poder de afastar os fantasmas, enquanto outros acreditam que ela lhes permitiria ver melhor. Talvez esta fraca luz seja útil para impedir que os atores tropecem ou se machuquem por causa da escuridão."
  • "Outra superstição ligada ao teatro é a de que dá azar usar penas de pavão em palco, tanto nos cenários como na roupa. Existem histórias que contam que, ao usar essas penas, houve cenários que caíram, cortinas que pegaram fogo e outros eventos desastrosos quando se usavam estas penas numa peça. A razão para esta crença parece estar no mito grego que conta como um monstro coberto de olhos foi transferido para a cauda do pavão. Assim, usar penas de pavão no palco é levar «mau olhado» para este e, dessa forma, despoletar má sorte para o espetáculo."
  • "E, por falar em mau olhado, os espelhos estão proibidos de entrar em palco, dando um azar extremo. Esta crença ter-se –á originado na superstição antiga de que o espelho reflete a alma e de que, ao parti-lo inadvertidamente,(situação fácil de acontecer com a movimentação em palco) isso traz 7 anos de azar tanto para a pessoa como para o teatro. Esta superstição parece ter um fundo prático pois o uso de tal objeto pode provocar muitos efeitos indesejáveis como interferir com a iluminação da peça, criar distrações, etc. , não sendo desejável de todo , de modo que os azares podem acontecer de facto quando se usa este objeto em palco."
  • "Nunca se deve oferecer flores antes do espetáculo, acreditando-se que isso traz muita má sorte. (pois recompensa o que ainda não se obteve)."
  • "Dizem que um ator nunca pode deixar seu texto sobre uma almofada ou travesseiro, pois isso fará com que ele esqueça o texto."

Nunca diga "Macbeth" 

O meio teatral é terrivelmente supersticioso, e nenhuma outra peça está rodeada de uma nuvem tão negra de superstição e lenda como Macbeth, de Shakespeare. A tal ponto que é muito frequente, no meio teatral britânico, que nem o nome lhe seja pronunciado. Diz-se apenas "the Scottish play", e toda a gente sabe do que se fala. Dizem que atrai azar, muito azar, dizer a palavra Macbeth dentro de um teatro (não sendo no texto de uma peça), quem a pronunciar tem de proceder a um ritual de purificação, ou exorcismo, como preferirem (sair do teatro, de costas, cuspir no chão e solicitar a re-entrada ao teatro). As histórias de acidentes graves relacionados com a peça são incontáveis.


Conta-se que, em 1606, o menino que interpretava Lady M. morreu durante uma das primeiras apresentações da peça. Apesar de ninguém saber se houve mesmo o incidente, o boato se espalhou e nutriu a crença de que infortúnios acompanham o espetáculo. Coincidência ou não, ao longo dos séculos, registraram-se inusitados contratempos em diversas montagens.
Em 1992 Antonio Fagundes a protagonizava. O Teatro Arthur Rubinstein, do clube paulistano A Hebraica, abrigou a trama e… pegou fogo! O incêndio começou à tarde, nas coxias, pouco antes de o elenco chegar. Ninguém se feriu. Quando a montagem viajou para Santos (SP), houve nova surpresa: um refletor despencou do teto e quase acertou Fagundes, que estava solitário em cena.


Fontes:

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Precisamos falar sobre whitewashing!


Whitewashing é uma expressão para a qual ainda não temos uma tradução precisa para o português. Ocorre quando um personagem de etnia não-branca é substituído por um intérprete caucasiano. Infelizmente é muito comum na indústria de entretenimento, mas não é exclusividade desta. A história é rica em exemplos de whitewashing, ou você acredita mesmo que os egípcios em meio ao deserto africano eram brancos? Ou, que após 500 anos de expansão e se estendendo por todo Mar Mediterrâneo, Europa, África e Ásia, todos os romanos seriam brancos?

Whitewashing não ocorre unicamente com negros, mas com todas as etnias não-caucasianas: Katara, Aang e Soka de o Último Mestre do Ar, são exemplos de que todos os personagens principais perderam as características asiáticas e apenas os vilões permaneceram como não-caucasianos. I.Y. Younioshi, de Bonequinha de luxo, é um exemplo extremamente racista e caricato de um japonês. E para intérprete de Dastan, de O Príncipe da Pérsia, foi escalado um ator de ascendência judaico-sueca no lugar de um árabe. Katniss, de Jogos Vorazes, é descrita no livro como tendo cabelos escuros e pele morena (olive skin, o tom de pele das latinas) como o pai, em oposição à pele clara e cabelos loiros da irmã e da mãe, mas teve seu teste de elenco aberto apenas para atrizes caucasianas, e acabou sendo interpretada pela Jennifer Lawrence, que apesar de muito talentosa é loira e branca.
A representação das minorias na indústria de entretenimento (e não estamos falando apenas de Hollywood) é no mínimo imoral e um grande desserviço com todas as etnias, já que estas nunca recebem uma representação apropriada e, ainda quando presentes, sofrem mudanças para parecerem mais similares a pessoas brancas. O produtor de cinema Gavin Polene, declarou à New York Magazine que atores negros – com exceção de Will Smith e Denzel Washington em filmes de ação e suspense – não atingem o rendimento de bilheteria esperado e por isso os estúdios, preocupados com essas bilheterias, não aprovam a participação destes. Em contra partida, um estudo realizado em 2012 pela Annenberg School of Communication and Jornalism diz que 44% dos ingressos de cinemas vendidos naquele ano foram comprados por negros.
Um dos blogs do Huffington Post fez uma análise dos atores negros já indicados ao Oscar. Todos esses interpretavam personagens históricos, como em 100 anos de escravidão, Ray e Malcolm X. Todos os demais personagens em que a etnia não teria peso algum para o fluxo da narrativa foram interpretados por atores brancos.
Hollywood e toda a indústria do entretenimento se valem do “não existem cores, apenas boas estórias a serem contadas” para validar o racismo e continuar a promover o whitewashing. Esse jogo só irá se inverter quando o público começar a boicotar produções que se valem desse. A imprensa americana aponta o whitewashing ocorrido na versão moderna de Peter Pan, de Joe Wright, como uma das razões do maior fracasso da bilheteria do ano. No filme, a personagem Tigrinha, que é filha do cacique da tribo indígena que habita a Terra do Nunca e, originalmente no livro, descrita como uma nativa americana, foi interpretada pela atriz caucasiana Rooney Mara. Mesmo bombardeada com críticas e uma petição criada pedindo a substituição da atriz à Warner Bros, a resposta foi que apesar de uma exaustiva procura por uma atriz nativa-americana, ou negra, ou de outra minoria, a melhor opção dentre essas foi a atriz branca.

Veja filmes nos quais atores e atrizes brancos interpretam outras etnias

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Em ‘Ghost in the Shell’, longa inspirado em mangá homônimo cuja estreia está prevista para março de 2017, Scarlett Johansson interpretará a protagonista, Major Motoko Kusanagiu. Bom, basta ligar os pontos: anime, cultura nipônica, Scarlet Johansson… Nem precisa pensar muito para perceber que uma estrela que não é asiática foi escolhida para interpretar uma personagem japonesa. 
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Em ‘Príncipe da Pérsia’, Jake Gyllenhaal interpreta Dastan, o príncipe da Pérsia. Basta dizer que um ator estadunidense foi o protagonista de um filme cuja história se passa no território onde está localizado o Irã. 
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O longa ‘Sob o Mesmo Céu’, Emma Stone interpreta a piloto da Força Aérea Allison Ng, que, basicamente é descendente de chineses e da população nativa do Havaí. Sim, isso mesmo: Emma Stone interpretando uma personagem meio asiática, meio havaiana. image
‘Deuses do Egito’ é hors concours, pois boa parte do elenco é estadunidense ou eurocêntrica, enquanto o filme se passa no… Egito. Para não falar de boa parte dos atores, vamos analisar dois casos: Gerard Butler (esquerda), que é escocês, interpreta o deus da escuridão Set. Para completar, Horus é interpretado pelo dinamarquês Nikolaj Coster-Waldau (direita). 
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Christian Bale interpreta Moisés no longa ‘Êxodo: Deuses e Reis’, de Ridley Scott. Basta dizer que o longa é inspirado na história de Moisés, cuja missão é levar os hebreus ao Egito - o que inclui atravessar Mar Vermelho. Vale lembrar que Bale nasceu no País de Gales. Ou seja: não tem traços de quem é natural da região onde o filme foi ambientado.
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A história de ‘Sangue de Bárbaros’, de 1956, retratava a batalha de um líder mongol contra uma tribo rival. Até aí, tudo bem. Mas preste atenção no fato a seguir: esse líder mongol foi interpretado por John Wayne.
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O clássico ‘Bonequinha de Luxo’, com Audrey Hepburn, tinha no núcleo secundário o descendente asiático Mr. Yunioshi. O personagem foi interpretado por Mickey Rooney. E o teor dele era um tratado sobre estereótipos e clichês sobre japoneses.
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Em ‘Amor, Sublime Amor’, Natalie Wood interpretava Maria, uma personagem porto-riquenha. Ah, sim: a atriz não tinha relação com o país.
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Marlon Brando um dos protagonistas do longa ‘Casa de Chá no Luar de Agosto’, de 1956. Até aí, tudo bem e nada mais justo. Contudo, seu personagem, Sakini, é o intérprete de capitão Fisby (Glenn Ford) durante uma missão em Okinawa, no Japão.
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A história de ‘Aventura Sangrenta’ se passa no início do século XIX. O tenente William Clark (Charlton Heston) apaixona-se pela personagem Sacajawea, interpretada por Donna Reed. Só tem um grande problema: Sacajawea é uma índia.
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Em ‘Quebrando a Banca’, Jim Sturgess interpreta Ben Campbell, um jovem estudante do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) que entra em um esquema de apostas em cassinos nos quais eles, em resumo, quebravam a banca usando teorias matemáticas. A história do longa foi inspirada na trajetória de Jeffrey Ma, cuja ascendência é chinesa. Bom, aqui temos um caso duplo de whitewashing: tanto na escolha do ator (Jim Sturgess) para interpretar o personagem que era de origem asiática, como na concepção do personagem, cuja etnia foi alterada para parecer ocidental - vale lembrar que Sturgess é britânico.
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‘O Último Mestre do Ar’ é inspirado no anime ‘Avatar: The Last Airbender’, inspirado em elementos asiáticos, em especial sul-coreanos e japoneses. Pois bem, o longa, dirigido por M. Knight Shyamalan, tem como protagonistas Nicola Peltz, Jackson Rathbone e Noah Ringer. Claro, eles não são orientais.
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‘A Casa dos Espíritos’, inspirado no livro homônimo escrito por Isabel Allende, é ambientado no Chile e a história se desenvolve até o golpe militar que tirou o presidente Salvador Allende do poder, em 1973. Pois bem, os protagonistas foram Jeremy Irons e Meryl Streep. 
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No longa ‘Uma Mente Brilhante’, sobre a vida do gênio da matemática John Nash, sua esposa, Alicia, é natural de El Salvador. Contudo, ela foi interpretada por Jennifer Connelly. 

Os dez mandamentos
Este problema também está presente em Os Dez Mandamentos: Apesar da história se passar no continente Africano, os protagonista são todos brancos. Registros científicos e arqueológicos sobre o Egito já revelaram que sua população era, em sua grande maioria, negra.

Fontes:
http://minasnerds.com.br/2015/11/13/vamos-falar-de-whitewashing/

http://br-yahoocinema.tumblr.com/post/143034989996/veja-filmes-nos-quais-atores-e-atrizes-brancos

http://www.cultureba.com.br/cinema/saiba-o-que-e-whitewashing-e-como-ele-esta-presente-em-os-dez-mandamentos/

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Juliano Bonfim – São Paulo
Ator, diretor, professor de teatro e Psicólogo. 
Começou no teatro em 1998, como uma forma de extravasar tudo o que era obrigado a calar. 
Criou a página Atores da Depressão em 2012. Sonha em ver algum texto de sua autoria em cena.
Facebook / Instagram:  @jbonfs

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Quarta Parede: A Mãe na Arte


A maternidade é o sonho de algumas mulheres. Ser mãe, poder se dedicar à criação de uma criança, que adulto poderá fazer a diferença no mundo pelo caráter e dignidade. Um amor incondicional e indiscutível. A mãe que ama realmente preocupa-se e, por vezes chata e cansativa. Porém, são únicas. Dependendo de sua personalidade, algumas mães demoram em entender que os filhos, depois de criados, vão para o mundo viver sua missão. Não podem e nem devem ser dependentes das mães eternamente. Muitas sacrificam seus trabalhos em nome da criação da prole, ou mantém uma rotina desenfreada entre trabalho e filhos.
E no caso das atrizes? A rotina artística é intensa e agitada, além de toda a instabilidade financeira que a profissão infelizmente nos traz. Muitas artistas conseguem manter a duplicidade de serem mães e profissionais da arte ao mesmo tempo, mas mesmo assim, pode ser bem complicado, pois esta é uma das carreiras mais alucinantes em termos de rotina mas apaixonante, a ponto de ser muito difícil ficar um tempo longe dos palcos para cuidar de uma criança. É uma responsabilidade imensa ter filhos. Quem consegue dar conta desta tarefa de ser artista e mãe, merece aplausos e ainda vive a possibilidade de ter na família um grande ator ou atriz, pois muitos filhos seguem os passos dos pais! Querem exemplo maior do que Bibi Ferreira, filha do ator e diretor Procópio Ferreira? Estreante nos palcos ainda bebê, e hoje, aos 93 anos trabalha como nunca, é incansável, esbanjando energia e vivacidade, além de seu enorme e inegável talento.
Porém, independente da profissão, nenhuma mulher deve se sentir mal por simplesmente não ter dentro de si o desejo de ser mãe. Por mais que se fale no tal relógio biológico, muitas preferem a dedicação integral a uma carreira ou estudos, do que inserir em sua rotina e abrir mão do trabalho em nome de um filho.
A palavra mãe pode ter um significado muito amplo. Existem muitas mãezonas que apoiam e ajudam os artistas nos bastidores de um espetáculo teatral. Quem nunca contracenou com uma atriz repleta de experiências e cheia de sabedoria? E ela, aos olhos do elenco, é a grande mãe de todos, mesmo nunca tendo gerado um filho. O instinto materno é algo natural nas mulheres, seja na atenção com os filhos ou na defesa de um projeto, de um ator menos experiente que precisa de auxílio, na preocupação se todos estão se alimentando bem, até mesmo nos cuidados com o diretor da produção. A sensibilidade da arte aproxima o sexo feminino disso!


Por Luana Manso
Revisado por Zilma Barros

Luana Manso – São Paulo
Jornalista, atriz, dramaturga, escritora e diretora teatral. No teatro desde 2007, proprietária da Habitart Produções Artísticas e faz parte da Companhia Curanista, ambas sediadas no Teatro Escola Habitart, na Zona Norte de São Paulo. Contribui com a página desde Julho de 2015 com a Coluna: “Quarta Parede” de Quarta-feira.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Confira 25 filmes brasileiros inspirados em peças de teatro


Muitas grandes peças com sucesso de público e crítica saíram dos palcos para encantarem públicos em um projetor nas salas de cinema, tanto no Brasil quanto em diferentes cantos do mundo. Assim como obras adaptadas de livros, a nova linguagem costuma apresentar diversos elementos que antes não existiam, uma situação que não desmerece a qualidade desta releitura. Confira algumas peças que ganharam uma nova cara para as telonas brasileiras.


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01 – O pagador de promessas (1962) – Um drama escrito e dirigido por Anselmo Duarte e baseado na peça teatral homônima de Dias Gomes

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02 – Um Edifício Chamado 200 (1973): Filme dirigido por Carlos Imperial, baseado em peça homônima de Paulo Pontes e José Renato

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03 – Vagas para Moças de Fino Trato (1993): Dirigido por Paulo Thiago e baseado em peça homônima de Alcione Araújo

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04 – A partilha (2001): dirigido por Daniel Filho, originado de um espetáculo teatral


05 - Toda Nudez Será Castigada (1972): Dirigido por Arnaldo Jabor, e produzido pela Produções Cinematográficas Roberto Farias, baseado na peça de teatro homônima de Nelson Rodrigues. O filme teve um público de 1 737 151 espectadores, sendo o quarto filme mais assistido de 1972.

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06 – Dois perdidos numa noite suja (2002): O filme baseado na peça teatral Dois Perdidos numa Noite Suja de Plínio Marcos, e dirigido por José Joffily

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07 – Lisbela e o prisioneiro (2003): Comédia romântica de grande sucesso, dirigido por Guel Arraes. É uma adaptação da peça de teatro homônima de Osman Lins

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08 -A dona da historia (2004): O romance é baseado em uma peça teatral de João Falcão e foi adaptado para o cinema por João Emanuel Carneiro, Daniel Filho e Tatiana Maciel



09 –  Infância (2015): Flme de Domingos de Oliveira, baseado na peça "Do Fundo do Lago Escuro", da autoria do próprio cineasta e roteirista, o longa-metragem apresenta uma história autobiográfica ambientada no Rio de Janeiro dos anos 50.

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10 – Tempos de Paz (2009): Baseado na peça Novas Diretrizes em Tempos de Paz, foi adaptada para o cinema sob a direçao de Daniel Filho

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11 – Minha mãe é uma peça (2013): Comédia dirigida por André Pellenz. Teve grande sucesso no teatro e assim como no cinema foi criada e protagonizada por Paulo Gustavo


12 - O Auto da Compadecida (1999): Dirigido por Guel Arraes e com roteiro de Adriana Falcão, o filme é baseado na peça teatral "Auto da Compadecida" de 1955 de Ariano Suassuna, com elementos de O Santo e a Porca e Torturas de um Coração, ambas do mesmo autor, e influências do clássico de Giovanni Boccaccio Decameron.


13 - A Falecida (1965): Dirigido por Leon Hirszman. Baseado na obra homônima de Nelson Rodrigues, o filme tem roteiro de Leon Hirszman e do documentarista Eduardo Coutinho. É o primeiro filme de Fernanda Montenegro.


14 - Navalha na Carne (1997): Dama, escrito e dirigido por Neville d'Almeida, baseado na peça homônima de Plínio Marcos.


15 - Eles não usam black-tie (1981): Dirigido por Leon Hirszman, com fotografia de Lauro Escorel e baseado na peça Eles não usam black-tie, de Gianfrancesco Guarnieri. A película foi premiada em vários festivais internacionais, com destaque para o Festival de Veneza, onde recebeu o Leão de Prata. Além de Guarnieri, participam do elenco atores importantes da dramaturgia brasileira, como Fernanda Montenegro, Milton Gonçalves, Carlos Alberto Riccelli e Bete Mendes, entre outros.


16 - Orfeu (1999) - dirigido por Cacá Diegues. O roteiro é baseado numa peça do poeta Vinícius de Moraes, adaptada por João Emanuel Carneiro, Cacá Diegues, Paulo Lins, Hamilton Vaz Pereira e Hermano Vianna. A música do filme é de Caetano Veloso.


17 - Trair e coçar é só começar (2006): Do gênero comédia, dirigido por Moacyr Góes e baseado na peça teatral Trair e coçar é só começar, de Marcos Caruso.


18 - Ópera do Malandro (1986): Musical, dirigido por Ruy Guerra. O filme inspirado no clássico de John Gay e no musical A Ópera dos Três Vinténs, de Bertolt Brecht e Kurt Weill.


19 - Otto Lara Rezende ou Bonitinha mas Ordinária (1963): Drama, dirigido por J.P. Carvalho, com roteiro de Jece Valadão (também produtor e protagonista) que adaptou a peça homônima de Nelson Rodrigues . Houve refilmagens em 1981 e 2008. Música de Carlos Lyra.
O título original que faz menção a Otto Lara Rezende, deve-se a uma frase atribuída a ele citada pelo personagem de Jece Valadão: "O Mineiro só é solidário no câncer".


20 - Depois Daquele Baile (2006): Comédia romântica, dirigido por Roberto Bomtempo. O roteiro é de Susana Schild, baseado na peça teatral de Rogério Falabella. É o filme de estreia de Roberto Bomtempo na direção.


21 - O Sexo das Bonecas (1974): Com direção de Carlos Imperial. O roteiro é do diretor que adaptou a peça teatral de Fernando Melo, "Greta Garbo, quem diria, acabou no Irajá".


22 - A Pensão da D. Stela (1956): Dirigido por Ferenc Fekete e Alfredo Palácios para a Companhia Cinematográfica Maristela em co-produção com Cinebrás Filmes.
O roteiro de Alfredo Palácios é baseado na peça homônima de Gastão Barroso. Nos números musicais aparecem Carmélia Alves (cantando "Santa Luzia"), Os Maiorais (interpretando "Juracy" de Adoniran Barbosa e Manesinho Araújo) e Liana Duval, que também atua no filme  . O título pode ser referência a uma canção de Carmem Miranda gravada em 1938, "A pensão da Dona Stella".


23 - Uma pantera em minha cama (1971): Dirigido por Carlos Hugo Christensen . O roteiro do diretor (com diálogos de Orígenes Lessa) é baseado na peça teatral La Dama Bianca, de Aldo Benedeti e G.Zorzi. Desenhos de abertura de Juarez Machado.


24 - A Floresta que se move (2015): A Floresta que se Move é inspirada nos textos de Shakespeare.
O título do filme é uma referência à profecia final das três bruxas em Macbeth, vaticinando ao protagonista que ninguém nascido de uma mulher poderá lhe fazer mal e que o sanguinário usurpador jamais será vencido até que a grande floresta movimente-se em direção ao castelo.


25 - Hipóteses para o amor e a verdade (2013): "Hipóteses para o Amor e a Verdade" é um longa-metragem de ficção, de 85 minutos, a partir da adaptação da peça teatral homônima, encenada pelo grupo teatral Os Satyros.


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Juliano Bonfim – São Paulo
Ator, diretor, professor de teatro e Psicólogo. 
Começou no teatro em 1998, como uma forma de extravasar tudo o que era obrigado a calar. 
Criou a página Atores da Depressão em 2012. Sonha em ver algum texto de sua autoria em cena.
Facebook / Instagram:  @jbonfs